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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

MAMADEIRA ESPECIAL X PEITO

Atualmente, sabe-se que o principal método para a extração do leite do peito é através de movimentos de ordenha, e que nenhum bico de borracha ainda conseguiu realizá-lo, e a gravidade continua sendo indispensável para que aleitamento na mamadeira continue.
Movimentos de pistão da mandíbula (sobe e desce) foram verificados na maioria dos casos, mas infelizmente estes movimentos não trabalham a musculatura de uma forma correta , equilibrada e adequada :
Não resultam em crescimento mandibular melhor interrelacionando as bases ósseas da maxila e da mandíbula.Não esculpem corretamente a cavidade articular. Não tonificam os ligamentos e a cápsula articular que envolvem a articulação têmporo-mandibular. Não trabalham corretamente os músculos mastigadores principalmente o pterigoideo lateral. Segundo Inoue (1995) a atividade do músculo masseter na mamadeira é bem reduzida em relação a atividade do mesmo no peito.
A sucção (pressão negativa intra-oral) da mamadeira hipertonifica o bucinador, que desta forma irá comprimir e impedir o desenvolvimento das arcadas dentárias no sentido lateral e diminuir a tonicidade lingual, devido a falta de movimentos vigorosos para a condução do leite, ficando hipotônica (contribuindo assim para anular outro estímulo para o alargamento das arcadas dentárias).
Além disso, o posicionamento da língua na mamadeira é baixo e posteriorizado, com o dorso muito elevado e sem tonicidade para elevar as bordas, em formato de concha. Com isso a língua fica hipotônica, pesada, com a ponta baixa e longe da papila incisiva .
Tal hipotonia leva a função e a postura inadequadas que perturbarão o crescimento do sistema maxilo-mandibular por falta de pressão correta sobre as arcadas e sobre o palato (a língua ajuda a “esculpir” o formato do palato duro).
Outro fator importante é que a língua hipotônica não terá sustentação muscular para permanecer anteriorizada e fora da orofaringe. Com isso, dá-se uma diminuição do espaço orofaringeano e consequentemente dificuldade respiratória, podendo também propiciar ronco e apnéia obstrutiva do sono .
Todo o processo do aleitamento na mamadeira, gira em torno 5 a 10 minutos. Para os padrões normais do aleitamento materno, a média é de 15 minutos para cada peito( na realidade , com livre demanda, a amamentação não é controlada pelo tempo). Desta forma, a necessidade fisiológica e neurológica do sugar também está comprometida na mamadeira.
Como já citamos ,o impulso neural de sucção na criança é muito intenso ( colocado no abdomem da mãe ele engatinha até o peito e mama)e na mamadeira este impulso não será satisfeito gerando necessidade de sugar paralela. Essa criança apresentará hábitos orais sugando antes o dedo , depois o lábio inferior , a bochecha ou mesmo a língua.
Acreditamos que comparando as dinâmicas musculares, absolutamente diferentes da ordenha e na sucção da mamadeira, podemos sugerir, repetindo a WABA: promova, proteja, apoie a amamentação! Assim estaremos cuidando do mais indefeso dos consumidores e investindo numa geração futura saudável e feliz .

Um comentário:

Ministério da saúde disse...

Olá blogueiro,

Dê ao seu filho o que há de melhor. Amamente!

Quando uma mulher fica grávida, ela e todos que estão à sua volta devem se preparar pra oferecer o que há de melhor para o bebê: o leite materno.

O leite materno é o único alimento que o bebê precisa, até os seis meses. Só depois se deve começar a variar a alimentação.

A amamentação pode durar até os dois anos ou mais.



Caso se interesse na divulgação de materiais e informações sobre esse tema, entre em contato com comunicacao@saude.gov.br

Obrigado pela colaboração!

Ministério da Saúde