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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

ATM X OFM

Os três componentes básicos do Sistema Estomatognático são:

- a Articulação Temporomandibular (ATM),

- os músculos da mastigação e

- o complexo dento periodontal,

todos com ligação direta com o Sistema Nervoso Central, consciente ou inconscientemente.

Esta interligação íntima resultará num sistema de interdependência mútua de todos os elementos citados.

Assim,a condição de qualquer um desses componentes é influenciada não apenas por estímulos externos, mas também por quaisquer alterações que venham a ocorrer nos outros componentes internos, principalmente os fatores emocionais. Os mecanismos influentes podem ser diretos ou indiretos, sendo os últimos, transmitidos através do Sistema Nervoso Central. O comando central recebe informações de vários tipos (pressão, dor, mudanças de temperatura, tração, etc...), através de receptores localizados na cavidade oral, músculos e nas ATMs, a partir destas informações, são determinadas as alterações necessárias para o funcionamento correto do sistema.

Portanto, pode-se concluir que quando atuamos com as técnicas funcionais ( aparelhos ), nos pacientes disfuncionados, mudando a postura da mandíbula terapeuticamente, visando formar novos circuitos neurais mais fisiológicos, estamos alterando completamente as relações acima citadas, apagando os reflexos nervosos patológicos e propiciando a formação de novos, mais adequados.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

DICAS ÚTEIS PARA QUEM QUER SER MÃE


A amamentação prepara o bebê para a mastigação
A mamadeira costuma tornar-se uma companheira para as crianças ao longo de anos, habituando-a a uma dieta mole e adocicada, que aumenta o risco de cáries (cárie de mamadeira); a criança tende a recusar alimentos que requeiram mastigação.

Depois da amamentação, a mastigação correta continuará a tarefa de exercitar ossos e músculos. A amamentação prepara a criança para a mastigação. Muitas mães reclamam que seus filhos, já crescidos, não mastigam corretamente e recusam verduras e frutas, apreciando apenas doces e iogurtes. Esquecem-se essas mães de que o que os habituou a essa dieta foi o uso prolongado da mamadeira. Mastigação incorreta pode levar também a problemas de obesidade e de estômago.

Evitando hábitos prejudiciais
Atrelada à mamadeira, vem a chupeta, que também é usada normalmente por muito tempo, e o hábito de chupar o dedo, afetando o posicionamento dos dentes e trazendo também conseqüências danosas à fala e à respiração.
Abandonando a mamadeira
A partir dos seis meses, quando a mãe lentamente começar a introduzir outros alimentos (desmame), deverá fazê-lo usando apenas copos e colheres, evitando o uso de mamadeira ou "chuquinha".
Prevenindo a cárie:
Nos primeiros 6 meses de vida:
- Amamentação materna exclusiva.
- Leite materno é a melhor e mais completa fonte de alimento para a criança, além de transmitir todo amor materno para o bebê.
- Além disso, a amamentação proporciona uma correta formação nas arcadas dentárias.
- Limpar a boca do bebê, sempre que possível com fralda umedecida em água filtrada.
Dos 6 aos 12 meses de idade:
- Primeiro dentinho pode aparecer.
- Incentivar hábitos de escovação.
- É hora de retornar a Odontopediatra para receber orientações e fazer exames preventivos.
Após 1 ano:
- A escovação já deve ser rotina da criança.
- Mesmo que os dentes de leite sejam temporários, eles servem de guia para os dentes permanentes nascerem na posição correta.
- Todo costume iniciado desde cedo, continuará por toda vida.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Câncer de Boca

Por: Fabiano Caetano Brites - especialista em Cirurgia Bucomaxilofacial

Admite-se que quanto mais grave for a alteração epitelial (camada mais externa dos tecidos) de uma lesão, maior será a possibilidade de transformação maligna. Entretanto, não existe como prever se displasias (anormalidades de desenvolvimento celular) leves ou graves progredirão para um carcinoma.

Portanto, fique atento aos sinais que podem identificar que alguma coisa não vai bem com sua boca: feridas na cavidade bucal, com 15 ou mais dias de evolução, que não cicatrizam, precisam ser melhor investigadas. Alterações de cor (particularmente brancas ou vermelhas), consistência, tamanho ou formato, sugerem alterações celulares que podem ou não evoluir para uma neoplasia maligna.

As lesões indolores, porém de longa evolução, são um sinal importante: o carcinoma quase nunca apresenta sinais dolorosos, apenas nos estágios muito avançados da doença. Portanto, dor não necessariamente é indicativo de câncer.

Pacientes maiores de 40 anos, tabagistas pesados (20 ou mais cigarros ao dia) e ou de longa duração (10 anos ou mais), alcoolistas crônicos (especialmente aqueles que ingerem destilados como uísque, vodka ou cachaça), que usam água muito quente no chimarrão ou que se expõem ao sol com frequência estão dentro do grupo de risco para o desenvolvimento da doença.


O cirurgião-dentista é o profissional que normalmente tem o primeiro contato com a doença, e deve estar preparado para diagnosticar ou encaminhar para o profissional que o faça. O termo “tumor”, muitas vezes mal empregado, não é sinônimo de câncer, mas sim de um crescimento anormal dos tecidos, assim como “cisto”. Portanto, não dê ouvidos aos leigos que, sem o conhecimento de causa, consideram qualquer lesão com crescimento exagerado como câncer.

Tumor ou neoplasia maligna só é assim considerado quando vier acompanhada por sinais e sintomas específicos identificados pelo cirurgião-dentista, como história clínica, ausência de limites na lesão, geralmente indolor e de crescimento lento e envolvimento de gânglios linfáticos. Mesmo com estes dados presentes, a lesão maligna só é confirmada após biópsia (exame que identifica, ao microscópio, as invasões de epitélio no tecido sadio), e deverá ser tratada por médico oncologista. Ao cirurgião-dentista cabe o exame clínico e diagnóstico.

Os termos “lesão”, “tumor”, “crescimento” e “biópsia” ainda hoje denotam terríveis conotações para o paciente. O dentista com empatia pode aliviar o paciente da ansiedade e frustração ao utilizar vocabulário adequado e cuidadoso durante a discussão de casa caso. É importante o dentista saber e lembrar ao paciente que a maioria das lesões encontradas nas regiões oral e maxilofacial é benigna, tendo completa resolução com o tratamento e o diagnóstico precoces.

Não tenha medo! Se tiver alguma dúvida a respeito da sua saúde bucal, consulte o cirurgião-dentista da sua confiança. Ele é o profissional que pode esclarecer suas dúvidas e sanar os seus problemas.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

REGULADORES DA POSTURA HUMANA

A postura do ser humano é extremamente complexa e intervém de forma
permanente no ato de levantar-se, sentar-se, manter-se em pé, manter-se sentado, equilibrar-se com o corpo em todos os movimentos de tronco, braços e pernas e o de lutar contra a força da gravidade, que atua sobre nós constantemente independente da postura que adotamos. O objetivo do sistema postural é a de manter a posição vertical do indivíduo com economia máxima de trabalho muscular.O nosso corpo está sempre oscilando na tentativa de encontrar o seu equilíbrio.

O controle da postura é totalmente involuntário, ou seja, não necessita da nossa vontade ou do nosso comando.

Os reguladores da postura são:












O : é onde ocorre a união do desequilíbrio do corpo com o solo. As alterações de postura do pé poderá ser a causa do desequilíbrio postural ou ele poderá se adaptar para manter o equilíbrio de alguma alteração vinda mais de cima do corpo (geralmente causada por alterações do olho ou dentes), num primeiro momento esta adaptação do pé poderá ser reversível se a causa também for corrigida, se não o for a alteração se fixará e será irreversível a sua correção. É mais freqüente o pé ser ao mesmo tempo a causa da alteração postural e ser também uma adaptação de uma alteração vinda de cima.

O olho: todos os desequilíbrios dos músculos dos olhos levarão a uma limitação do movimento de girar a cabeça para o lado, que resultará em um desequilíbrio dos músculos do pescoço e que por sua vez acarretarão alterações corporais abaixo do pescoço.

  1. O aparelho mastigador: a mandíbula, a língua e a maxila estão diretamente ligadas com as musculaturas responsáveis pela postura do corpo, qualquer alteração destas estruturas resultará em modificação do equilíbrio postural.
O ouvido interno:
Responsável em coordenar a posição da cabeça e dos olhos durante o movimento.
O computador central (o cérebro): as informações vindas das estruturas acima citados serão interpretados no cérebro.

As vias descendentes: após as informações terem sido interpretadas no cérebro, os nervos levam um comando para os músculos da postura para que estes se ajustem as alterações das outras estruturas.

Devemos estar sempre atentos às alterações de postura dos pés e tornozelos, das alterações dos movimentos oculares, da audição, e da posição dos dentes e da cabeça,para detectar uma alteração postural e evitar o agravamento da mesma.


terça-feira, 22 de setembro de 2009

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

RESPIRADOR BUCAL – QUEM TRATA????

Ultimamente, a abordagem no tratamento do Respirador Bucal vem sofrendo modificações,

tanto no conceito como em sua abrangência.

Tanto é que até a fisioterapia vem sendo aplicada largamente no processo de reabilitação do paciente, porque este não é mais observado como um mero portador de uma afecção ou seqüela, mas um universo o qual precisa ser melhor interpretado.

Assim como entendemos ser importante o tratamento psicológico para reverter as seqüelas

que a falta de oxigenação adequada causou nos diversos sistemas , levando o paciente a alterações psicológicas e comportamentais.

Assim, enquadram os o respirador bucal como “portador” de um desequilíbrio biomecânico,

daí a necessidade de termos claro as desordens deste quadro diferenciado e suas causas. A respiração bucal é uma síndrome que se caracteriza pela má qualidade do ar que chega aos

pulmões, cheio de impurezas, não filtrado, nem aquecido da maneira que convém para que

chegue ao seu destino.

Se o ar que chega aos pulmões é péssimo ou insuficiente, o paciente apresenta desordens

severas no seu equilíbrio vital. Alterações corporais surgem como formas compensatórias

inclusive para o organismo trabalhar com um mínimo de consumo energético.

Sendo comprometido o sistema músculo-esquelético do respirador bucal, surgirão as alterações da fala (alterações articulatórias), comprometimentos intelectuais e

psicológicos como desatenção, irritabilidade,

constrangimento conseqüente e alterações

comportamentais.

Como se pode perceber, o tratamento do respirador bucal deve ser o mais precoce possível, para que todas as

alterações que resultam da péssima qualidade do ar sejam

o menos danosas possíveis e não sejam obstáculos intransponíveis para a recuperação do

equilíbrio vital.

A multidisciplinaridade envolve várias áreas como a otorrinolaringologia, a ortopedia funcional

dos maxilares, a fonoaudiologia, a fisioterapia, a cirurgia, a pediatria, a psicologia, a nutrição,

a alergologia , e quem sabe não encontraremos muitas outras necessidades que devem ser

reparadas daqui por diante.

Esteja ligado e atento!