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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A IMPORTÂNCIA DO PÉ NO EQUILÍBRIO E NA POSTURA CORPORAL

Todas as ações resultantes do movimento de andar ou de manter-se parado em pé baseiam-se no desempenho dos pés.

O pé cavo causa um giro da perna para fora afastando os joelhos e leva a perda da curvatura normal da lombar. Já, o pé plano provoca um giro da perna para dentro, aproximando os joelhos e gerando um aumento da curvatura da coluna lombar. Pés defeituosos causam posturas defeituosas gerais, perturbam a ação adequada de músculos, gerando dores nas pernas e nas costas.

O pé correto é extremamente importante para a boa postura, para a harmonia do caminhar, para a capacidade de reação aos desequilíbrios do corpo e na resistência muscular.

É a partir dos pés saudáveis que se obtêm a boa postura corporal. Quando o pé cede, cedem, também, as demais partes do corpo, como, por exemplo, os joelhos e a coluna vertebral. Quanto mais elástico e forte for o pé ao receber o peso do corpo, menos se forçará a coluna.

A postura correta requer ação permanente contra a força da gravidade. É um processo de coordenação e baseia-se na ação conjunta e coordenada dos músculos que atuam elevando, mantendo e apoiando as diversas partes do esqueleto.

Peca-se com as crianças de pés débeis quando estas são levadas a esforços iguais às de pés normais, e estas por sua vez geralmente utilizam calçados não apropriados o que dificulta o desenrolar do pé e impedem a sua ação de molejo. Quantos danos de pés, joelhos e coluna poderiam ser evitados com as ações preventivas e com o correto fortalecimento e estímulo dos pés e das pernas.

Calos nos pés, dedos tortos e pés deformados são sempre alterações que podem ser melhoradas com exercícios específicos para cada caso.

O homem na posição em pé nunca está em total equilíbrio. Quanto pior for o apoio do seu pé no chão mais prejudicado será o seu equilíbrio. Para a pessoa não cair ela terá que exigir mais da musculatura que atua contra a força da gravidade, para compensar o desequilíbrio ela deformará alguma parte do corpo e aumentará a sua base de sustentação (que se nota quando a pessoa se mantém em pé com a abertura dos pés indo além da largura do quadril).

Atitudes preventivas:

ü Cuidar os tipos de calçados utilizados, principalmente os

esportivos, que contém elevações na palmilha que muitas vezes

não são indicados para o tipo de pé que a pessoa apresenta.

ü O melhor é utilizar calçado com palmilha reta (exceção quando houver indicação de palmilha específica para a pessoa).

ü Não utilizar calçados de bico fino.

ü Não utilizar calçados que apertem nas laterais ou no comprimento dos pés.

ü Utilizar calçados flexíveis.

ü O salto do calçado não deve ultrapassar 2 a 3 cm de altura.

ü Andar descalço e se possível também em terrenos irregulares.

Não devemos esquecer que o pé pode ser a causa da alteração postural, assim como poderá ser conseqüência de uma alteração de postura oriunda da parte mais superior do corpo.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

AMAMENTAÇÃO: UM EXERCÍCIO MUITO IMPORTANTE!!!

Quando a criança é amamentada, está não só sendo alimentada, como também fazendo um exercício físico importante para desenvolver sua ossatura e musculatura bucal. Ao nascer, o bebê tem o maxilar inferior muito pequeno, que irá alcançar equilíbrio no tamanho em relação ao maxilar superior tendo seu crescimento estimulado pela sucção do peito. Toda a musculatura bucal é desenvolvida, músculos externos e internos, que, solicitados, desenvolvem os ossos. Mamar no peito não é fácil, daí o bebê ficar bastante transpirado. Esse exercício é o responsável inicial no crescimento harmonioso da face e dentição. Usando mamadeira, esse exercício é quase inexistente, e a preferência do nenê pela mamadeira vem da facilidade com a qual ele ganha o leite, principalmente quando esse flui por um furo generoso no bico. Para exercitar-se com maior eficiência, a posição durante a mamada é importante: a criança deverá ficar o mais verticalizada, o que também facilita a deglutição do leite.
Uma atitude na tentativa de evitar apinhamento dental (dentes "encavalados ou acavalados"). Maxilares melhor desenvolvidos propiciarão um melhor alinhamento da dentição, diminuindo a necessidade futura do uso de aparelhos ortodônticos. Músculos firmes ajudarão na fala. Durante
a amamentação, quando existe uma pega correta, aprende-se a respirar corretamente pelo nariz, evitando amigdalites, pneumonias, entre outras doenças.
Quando a criança respira pela boca, os dentes ressecados ficam mais expostos à cárie e as gengivas ficam inflamadas, os maxilares tendem a sofrer deformações e os dentes a ficar "encavalados", aumentando também o processo de cárie.retornar

A amamentação prepara o bebê para a mastigação.

A mamadeira costuma tornar-se uma companheira para as crianças ao longo de anos, habituando-a a uma dieta mole e adocicada, que aumenta o risco de cáries (cárie de mamadeira); a criança tende a recusar alimentos que requeiram mastigação. Depois da amamentação, a mastigação correta continuará a tarefa de exercitar ossos e músculos. A amamentação ensina a criança a mastigar. Muitas mães reclamam que seus filhos, já crescidos, não mastigam corretamente e recusam verduras e frutas, apreciando apenas doces e iogurtes. Esquecem-se essas mães de que o que os habituou a essa dieta foi o uso prolongado da mamadeira. Mastigação incorreta pode levar também a problemas de obesidade e de estômago.

Incentive a amamentação!

sábado, 30 de janeiro de 2010

ATM X OFM

Os três componentes básicos do Sistema Estomatognático são: a Articulação Temporomandibular (ATM), os músculos da mastigação e o complexo dento periodontal, todos com ligação direta com o Sistema Nervoso Central, consciente ou inconscientemente. Esta interligação íntima resultará num sistema de interdependência mútua de todos os elementos citados.

Assim, a condição de qualquer um desses componentes é influenciada não apenas por estímulos externos, mas também por quaisquer alterações que venham a ocorrer nos outros componentes internos, principalmente os fatores emocionais. Os mecanismos influentes podem ser diretos ou indiretos, sendo os últimos, transmitidos através do Sistema Nervoso Central.

O comando central recebe informações de vários tipos (pressão, dor, mudanças de temperatura, tração, etc...), através de receptores localizados na cavidade oral, músculos e nas ATMs, a partir destas informações, são determinadas as alterações necessárias para o funcionamento correto do sistema.

Portanto, pode-se concluir que quando atuamos com as técnicas funcionais ( aparelhos ), nos pacientes disfuncionados, mudando a postura da mandíbula terapeuticamente, visando formar novos circuitos neurais mais fisiológicos, estamos alterando completamente as relações acima citadas, apagando os reflexos nervosos patológicos e propiciando a formação de novos, mais adequados.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A FILOSOFIA DA ORTOPEDIA FUNCIONAL

Nosso corpo é um sólido articulado. Nos últimos anos, os princípios que regem o exame do aparelho locomotor, função tradicional dos ortopedistas, reumatologista e fisioterapeuta foram progressivamente integrados ao exame realizado pelo dentista, devido ao caráter multifatorial das disfunções craniomandiculares que requerem abordagem multidisciplinar.

O crescimento global do corpo resulta do crescimento das partes, obedecendo a um padrão geneticamente programado, que interage com o meio ambiente, cujo sincronismo proporciona que esse todo seja harmonioso.

Esse processo é caracterizado pela integração e adaptação contínuas de todas as suas partes. Dessa forma, o crescimento mandibular tem importância na formação do crânio inteiro.

Os procedimentos de Ortopedia Funcional dos Maxilares (OFM) vista através da Reabilitação Neuro-Oclusal (RNO) proporcionam condições para um crescimento fisiológico normal, quando iniciado em períodos de crescimento. Quanto mais tempo os reflexos patológicos agirem no sistema estomatognatico, menores as possibilidades de anulá-los ou substituí-los, Mas isto não nega a sua contribuição significativa no tratamento de adultos.

A OFM usa as forças naturais do homem:

- movimento e postura da mandíbula,

- movimento e postura da língua,

- crescimento e desenvolvimento e

- erupção dentária.

Baseia-se nas Leis Planas de crescimento e desenvolvimento, tendo três princípios fundamentais:

- Excitação Neural (EN)

- Mudança de Postura (MP)

- Mudança de Postura Terapêutica (MPT)

Desmistificando as Leis, o que isto traduz? Um aparelho ortopédico reproduz na cabeça os movimentos corretos que deveriam ocorrer, proporcionando um crescimento e desenvolvimento correto das estruturas.

ASSIM SE JUSTIFICA UM TRATAMENTO ORTOPÉDICO EM TENRA IDADE!

Não espere!

Leve seu filho a partir dos tres anos para uma avaliação!


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

ATM X OFM

Os três componentes básicos do Sistema Estomatognático são:

- a Articulação Temporomandibular (ATM),

- os músculos da mastigação e

- o complexo dento periodontal,

todos com ligação direta com o Sistema Nervoso Central, consciente ou inconscientemente.

Esta interligação íntima resultará num sistema de interdependência mútua de todos os elementos citados.

Assim,a condição de qualquer um desses componentes é influenciada não apenas por estímulos externos, mas também por quaisquer alterações que venham a ocorrer nos outros componentes internos, principalmente os fatores emocionais. Os mecanismos influentes podem ser diretos ou indiretos, sendo os últimos, transmitidos através do Sistema Nervoso Central. O comando central recebe informações de vários tipos (pressão, dor, mudanças de temperatura, tração, etc...), através de receptores localizados na cavidade oral, músculos e nas ATMs, a partir destas informações, são determinadas as alterações necessárias para o funcionamento correto do sistema.

Portanto, pode-se concluir que quando atuamos com as técnicas funcionais ( aparelhos ), nos pacientes disfuncionados, mudando a postura da mandíbula terapeuticamente, visando formar novos circuitos neurais mais fisiológicos, estamos alterando completamente as relações acima citadas, apagando os reflexos nervosos patológicos e propiciando a formação de novos, mais adequados.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

DICAS ÚTEIS PARA QUEM QUER SER MÃE


A amamentação prepara o bebê para a mastigação
A mamadeira costuma tornar-se uma companheira para as crianças ao longo de anos, habituando-a a uma dieta mole e adocicada, que aumenta o risco de cáries (cárie de mamadeira); a criança tende a recusar alimentos que requeiram mastigação.

Depois da amamentação, a mastigação correta continuará a tarefa de exercitar ossos e músculos. A amamentação prepara a criança para a mastigação. Muitas mães reclamam que seus filhos, já crescidos, não mastigam corretamente e recusam verduras e frutas, apreciando apenas doces e iogurtes. Esquecem-se essas mães de que o que os habituou a essa dieta foi o uso prolongado da mamadeira. Mastigação incorreta pode levar também a problemas de obesidade e de estômago.

Evitando hábitos prejudiciais
Atrelada à mamadeira, vem a chupeta, que também é usada normalmente por muito tempo, e o hábito de chupar o dedo, afetando o posicionamento dos dentes e trazendo também conseqüências danosas à fala e à respiração.
Abandonando a mamadeira
A partir dos seis meses, quando a mãe lentamente começar a introduzir outros alimentos (desmame), deverá fazê-lo usando apenas copos e colheres, evitando o uso de mamadeira ou "chuquinha".
Prevenindo a cárie:
Nos primeiros 6 meses de vida:
- Amamentação materna exclusiva.
- Leite materno é a melhor e mais completa fonte de alimento para a criança, além de transmitir todo amor materno para o bebê.
- Além disso, a amamentação proporciona uma correta formação nas arcadas dentárias.
- Limpar a boca do bebê, sempre que possível com fralda umedecida em água filtrada.
Dos 6 aos 12 meses de idade:
- Primeiro dentinho pode aparecer.
- Incentivar hábitos de escovação.
- É hora de retornar a Odontopediatra para receber orientações e fazer exames preventivos.
Após 1 ano:
- A escovação já deve ser rotina da criança.
- Mesmo que os dentes de leite sejam temporários, eles servem de guia para os dentes permanentes nascerem na posição correta.
- Todo costume iniciado desde cedo, continuará por toda vida.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Câncer de Boca

Por: Fabiano Caetano Brites - especialista em Cirurgia Bucomaxilofacial

Admite-se que quanto mais grave for a alteração epitelial (camada mais externa dos tecidos) de uma lesão, maior será a possibilidade de transformação maligna. Entretanto, não existe como prever se displasias (anormalidades de desenvolvimento celular) leves ou graves progredirão para um carcinoma.

Portanto, fique atento aos sinais que podem identificar que alguma coisa não vai bem com sua boca: feridas na cavidade bucal, com 15 ou mais dias de evolução, que não cicatrizam, precisam ser melhor investigadas. Alterações de cor (particularmente brancas ou vermelhas), consistência, tamanho ou formato, sugerem alterações celulares que podem ou não evoluir para uma neoplasia maligna.

As lesões indolores, porém de longa evolução, são um sinal importante: o carcinoma quase nunca apresenta sinais dolorosos, apenas nos estágios muito avançados da doença. Portanto, dor não necessariamente é indicativo de câncer.

Pacientes maiores de 40 anos, tabagistas pesados (20 ou mais cigarros ao dia) e ou de longa duração (10 anos ou mais), alcoolistas crônicos (especialmente aqueles que ingerem destilados como uísque, vodka ou cachaça), que usam água muito quente no chimarrão ou que se expõem ao sol com frequência estão dentro do grupo de risco para o desenvolvimento da doença.


O cirurgião-dentista é o profissional que normalmente tem o primeiro contato com a doença, e deve estar preparado para diagnosticar ou encaminhar para o profissional que o faça. O termo “tumor”, muitas vezes mal empregado, não é sinônimo de câncer, mas sim de um crescimento anormal dos tecidos, assim como “cisto”. Portanto, não dê ouvidos aos leigos que, sem o conhecimento de causa, consideram qualquer lesão com crescimento exagerado como câncer.

Tumor ou neoplasia maligna só é assim considerado quando vier acompanhada por sinais e sintomas específicos identificados pelo cirurgião-dentista, como história clínica, ausência de limites na lesão, geralmente indolor e de crescimento lento e envolvimento de gânglios linfáticos. Mesmo com estes dados presentes, a lesão maligna só é confirmada após biópsia (exame que identifica, ao microscópio, as invasões de epitélio no tecido sadio), e deverá ser tratada por médico oncologista. Ao cirurgião-dentista cabe o exame clínico e diagnóstico.

Os termos “lesão”, “tumor”, “crescimento” e “biópsia” ainda hoje denotam terríveis conotações para o paciente. O dentista com empatia pode aliviar o paciente da ansiedade e frustração ao utilizar vocabulário adequado e cuidadoso durante a discussão de casa caso. É importante o dentista saber e lembrar ao paciente que a maioria das lesões encontradas nas regiões oral e maxilofacial é benigna, tendo completa resolução com o tratamento e o diagnóstico precoces.

Não tenha medo! Se tiver alguma dúvida a respeito da sua saúde bucal, consulte o cirurgião-dentista da sua confiança. Ele é o profissional que pode esclarecer suas dúvidas e sanar os seus problemas.