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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

ORTOPEDIA: COMO AGE????


A Ortopedia Funcional dos Maxilares age por meio de estímulos neurais, diferindo fundamentalmente e conceitualmente da Ortodontia. A Ortopedia funciona como um orientador do crescimento, direcionando as forças de crescimento e desenvolvimento para um final harmônico. A Ortodontia usa força mecânica sobre os dentes e ossos por meio de aparelhos fixos como, por exemplo:
- Aparelho de Hyrax,
- Aparelho de Herbst,
- Andrew,
- Capelozza,
- Roth e tantos outros
Os aparelhos usados pela OFM produzem uma adequada estimulação neural que é enviada à região da boca no córtex sensorial, o qual processa o estímulo, e uma resposta de remodelagem é transmitida de volta ao sistema estomatognático (SE). As mudanças que ocorrem no SE são também incorporadas pelo córtex sensorial e motor e são codificadas como novas memórias de longo prazo, as quais são responsáveis pela manutenção do SE no novo equilíbrio.
Somos uma grande e complexa matriz funcional que sofre deformações conforme o meio, ou seja, as atividades realizadas pelos músculos determinarão o formato da estrutura óssea.
Esta intensa plasticidade neural, produz remodelagem e crescimento ósseo, inclusive em idade adulta madura, desde que adequadamente estimulada. É o caso do tratamento de mandíbula retraída, mandíbula protruida, expansão de maxila, etc.
O grande avanço recente na neurociência permite visualizar que num futuro próximo será melhor entendido os sistemas neurofisiológicos que medeiam os tratamentos realizados, levando a OFM a novos patamares de evolução.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR E DOR OROFACIAL


O que é dor orofacial?
Dor orofacial pode ser definida como uma dor que acomete a região orofacial, ou seja, a boca, a face, a cabeça e o pescoço. São dores que podem ocorrer devido a problemas musculares, da articulação temporomandibular (ATM), dos dentes, dos vasos sanguíneos e/ou dos nervos. Dentre as condições dolorosas mais comuns da região orofacial, destacam-se as dores de origem músculo-esquelética, mais conhecidas pelo termo disfunções temporomandibulares (DTMs).

O que é DTM?
DTM é um termo que inclui um número de problemas clínicos que envolvem a musculatura mastigatória, a ATM e estruturas associadas, ou ambas. Pode gerar dores de cabeça, cansaço muscular, dor nas ATMs, dores próximas à região do ouvido, dores na região do pescoço, mordida instável e/ou dificuldade de mastigação.

Quais são os sintomas mais comuns? Dor na região do ouvido sem infecção, dor ou desconforto na região da ATM mais comumente ao acordar ou no final da tarde, dor na ATM durante a fala ou a mastigação, dificuldade para abrir ou fechar a boca, cansaço nos músculos da face e/ou da mastigação, sensibilidade dentária quando não há nenhum problema aparente.

O que pode causar DTM?
Cada indivíduo engole cerca de 2.000 vezes por dia, o que gera o contato dos dentes superiores e inferiores. Assim, situações como mordida instável, dentes perdidos, mau alinhamento dentário, apertamento e/ou rangido dos dentes (também conhecido como bruxismo), trauma na cabeça ou no pescoço e má postura podem causar problemas, pois os músculos têm de trabalhar mais para compensar essas falhas. Assim, os músculos podem entrar em fadiga e alterar toda a função do sistema mastigatório, causando dor e desconforto.

O que é o bruxismo?
Bruxismo é o apertamento ou rangido dos dentes, que pode ocorrer enquanto o indivíduo está acordado ou dormindo. É uma atividade danosa ao sistema mastigatório, pois pode gerar desgaste dos dentes ou dor muscular, entre outros problemas. Indivíduos com dentes desgastados, portanto, necessitam de uma avaliação para verificar se possuem quadro de bruxismo ativo e se há necessidade de tratamento. É importante ressaltar que alguns medicamentos podem induzir ou agravar essa situação.

O que eu posso fazer para tratar a DTM?
A maioria dos casos pode ser tratada pela promoção de repouso das articulações e dos músculos mastigatórios. Isso pode ser conseguido por meio de manobras odontológicas, como por exemplo, a confecção de placas oclusais, utilização de medicamentos e, fundamentalmente, pela aquisição de novos hábitos saudáveis. Em muitos casos, o paciente pode apresentar melhora com manobras simples, como adoção de dieta com alimentos macios, exercícios físicos para os músculos da mastigação, educação das funções mastigatórias, compressas quentes e frias e controle do apertamento dentário. Em casos muito específicos, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica. O tratamento é multidisciplinar (dentista,fisioterapeuta,fonoaudiólogo e psicóloga).

A DTM é permanente?
Essa condição é episódica e pode ocorrer em fases de estresse ou após algum evento físico (como um trauma) ou emocional. É fundamental, entretanto, que o paciente procure por tratamento para que a dor não se torne crônica (de longa duração), o que torna o tratamento muito mais difícil.
Fga. Rosane Pereira Rodrigues
CRFa RS 0345
FONOCLIN
Email: fonoclin@gmail.com

sexta-feira, 29 de maio de 2009

LÍNGUA PRESA





(FRÊNULO LINGUAL CURTO)

Fga: Rosane Pereira Rodrigues
CRFa-RS: 0345
FONOCLIN
e-mail:
fonoclin@gmail.com

Muitas pessoas procuram o atendimento fonoaudiológico porque desconfiam ter a “língua presa”, pois percebem dificuldade para produzir alguns sons da fala. Entretanto, nem todos os problemas na fala acontece devido à “língua presa”.
Muitas vezes por hipotonia lingual, ou seja, o tônus da língua é flácido, deixando a língua praticamente solta dentro da boca ocasionando alteração principalmente
nos sons /s/ ou /z/. São aqueles casos em que a pessoa fala colocando a língua entre os dentes produzindo aquele som característico chamado “CECEIO”: “SSUCESSÕESSSS”.
“Língua presa” ou “Frênulo lingual curto” é quando a película abaixo da língua se encontra mais curta do que o normal, formando um “coraçãozinho” na ponta da língua quando está é colocada para fora da boca. Isso impossibilita a movimentação do órgão para a articulação correta de alguns sons como o /r/ e /l/.Muitas vezes essa pessoa terá dificuldades para realizar a sucção, mastigação e deglutição.
Nem sempre a cirurgia é a única alternativa como tratamento. Dependendo do caso muitas vezes se consegue com um bom trabalho muscular alcançar os objetivos, isto é, produzir corretamente os sons assim como o posicionamento adequado para deglutir.
Após uma avaliação, me
smo que a cirurgia denominada “FRENECTOMIA” ou “PIQUE NO FREIO” for a opção mais adequada, é importante realizar sessões de fonoterapia pós-cirúrgicas.
Sem esse acompanhamento a língua apenas ficará mais solta. É necessário, portanto, um trabalho muscular orientado para fortalecer a língua e posicioná-la corretamente.

ESTIMULAÇÃO EM BEBÊS COM DIFICULDADES DE SUCÇÃO E DEGLUTIÇÃO

Fga: Rosane Pereira Rodrigues
CRFa-RS: 0345
FONOCLIN
e-mail: fonoclin@gmail.com


A atuação fonoaudiológica em berçários, UTI e internação pediátrica é de extrema importância, tanto nos aspectos preventivos como de reabilitação. Estudos comprovam que existe grande parte de recém-nascido pré-termo cuja alta hospitalar é adiada por impedimentos provenientes de uma alimentação ineficiente. Pode-se dizer que a sucção e a deglutição são automatismos interligados, principalmente, nos primeiros meses de vida, os quais, juntamente com a função da respiração, interagem como um sistema. A sucção é fundamental na vida dos recém-nascidos, já que é a 1ª forma pelo qual o bebê obtém o alimento. Ao nascer, o bebê apresenta estrutura anatômica(boca) que lhe garante a capacidade de se alimentar da consistência líquida por meio do seio materno e/ou mamadeira. A deglutição é conseqüência dos movimentos rítmicos e coordenados da sucção. Fatores como tônus muscular, tipo de bico utilizado e a saciedade da fome podem influenciar no padrão de sucção. É essencial que o bebê se alimente por via oral(pela boca) contudo, em conseqüência, por exemplo, do bebê ser prematuro e/ou apresentar afecções conseqüentes de comprometimentos durante o desenvolvimento do embrião, poderá apresentar dificuldade de alimentação.
Essas dificuldades são observadas na avaliação clínica de deglutição realizada pela fonoaudióloga especialista na área quando solicitada a integrar a equipe de atendimento a essas crianças com distúrbio de deglutição. Nessa avaliação o fonoaudiólogo observa que os bebês não apresentam ao ser estimulados os reflexos orais que seriam esperados, como ausência do reflexo de sucção; o vedamento labial que garantiria segurar firmemente o seio materno e/ou bico da mamadeira não ocorre adequadamente e o bebê deixa escapar o leite para fora da boca; o ritmo da sucção não se dá de forma coordenada o que poderá levar a um desequilíbrio da deglutição e respiração e, conseqüentemente, presença de engasgos, tosse e apnéia (o bebê para de respirar). Com risco de penetração e ou aspiração do alimento para região laríngea (pulmão), dentre outras dificuldades. Essas crianças necessitarão de outra via de alimentação, no intuito de suprir seu estado nutricional e, garantir crescimento e desenvolvimento. A determinação da alimentação por uso de sonda naso ou orogástrica, e/ou ainda, gastrostomia em alguns casos, se deve ao comprometimento nas funções da sucção, deglutição e respiração, conseqüentemente, ao risco de aspiração traqueal com evolução para quadros de pneumonias de repetição. A criança que não apresenta condições de receber alimentação por via oral, deverá ser acompanhada pela fonoaudióloga que realizará estimulação sensório-motora oral, estimulação da sucção não-nutritiva e nutritiva quando indicado, com o objetivo de adequar as funções comprometidas e propiciar o mais breve possível a passagem do alimento da sonda por via oral.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

CÁLCULOS SALIVARES

por: Fabiano Caetano Brites
Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial
Observership in Oral and Maxillofacial Surgery pelo Mount Sinai Hospital - Canadá

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4133824Z3

O QUE É ISSO?


A formação de cálculos ( pedras ) pode ocorrer em todo o corpo, inclusive na vesícula, no trato urinário e nas glândulas salivares. A sialolitíase ou cálculo salivar representa a obstrução do sistema excretor de uma glândula salivar por calcificações resultantes da estase (estagnação) salivar, sendo duas vezes mais comuns em homens, com incidência maior na faixa dos 30 aos 50 anos. Podem variar em tamanho entre um grão de milho até um caroço de azeitona, raramente ultrapassando um centímetro, como ocorre no caso mostrado a seguir. Geralmente são de formato arredondado, oval ou alongado. Ocorrem principalmente nos três pares de glândulas salivares principais ou maiores: parótidas, submandibulares e sublinguais, mas também podem ocorrer nas chamadas glândulas salivares menores, distribuídas por toda a cavidade oral.



COMO OCORRE?

Como produto da atividade das glândulas salivares, forma-se a secreção salivar (saliva), cuja produção diária é em torno de 800 a 1500ml. Os principais componentes da saliva são proteínas e sais minerais, com função lubrificante, digestiva e antibacteriana. Quando a viscosidade e a concentração de cálcio na secreção salivar aumentam, podem surgir os cálculos salivares. Restos alimentares e bactérias presentes na cavidade bucal podem migrar para o ducto salivar e favorecer o processo. Assim, a deposição de sais minerais ao redor de acúmulos de muco, bactérias e células epiteliais descamadas no interior das glândulas faz com que a massa mineralizada aumente de volume com o passar do tempo. A glândula submandibular (com exteriorização embaixo da língua) é geralmente a mais afetada, sendo responsável por 85% dos casos, pois possui ducto longo e sinuoso, com calibre menor que o ducto da glândula parótida, por exemplo. Por este motivo, a ação da força da gravidade favorece a formação dos cálculos durante o trajeto angulado e tortuoso da saliva.

QUAIS OS SINTOMAS?

Normalmente, a sialolitíase é caracterizada por dor repentina associada com aumento de volume na região glandular durante ou próximo ao ato alimentar, quando a produção de saliva está em seu máximo e o fluxo salivar é estimulado contra a obstrução glandular. A redução gradual do edema (inchaço) vem a seguir, mas o aumento de volume volta a ocorrer repentinamente sempre que fluxo salivar é estimulado. Há uma redução evidente na saliva. Na palpação intrabucal, o cirurgião dentista pode avaliar o cálculo quanto às suas dimensões e localização no ducto salivar.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?

Baseado na história do paciente, no exame físico e em uma variedade de exames por imagem, como radiografias, ultrassonografias, tomografia computadorizada e ressonância magnética. Radiografias com pouca radiação são métodos satisfatórios, por evidenciarem bem a natureza mineral do processo, além de serem de baixo custo. Quando existe a suspeita de cálculo salivar, geralmente a radiografia com contraste é contra-indicada, pelo risco de deslocamento do cálculo para o interior dos tecidos e pela dor que o exame causa. Pode-se lançar mão desta técnica quando o exame radiográfico simples for inconclusivo.


QUAL O TRATAMENTO?

O manejo dos cálculos das glândulas salivares depende da duração dos sintomas, do número de repetições dos episódios, do tamanho e da localização da pedra. O cirurgião dentista especialista em Cirurgia Bucomaxilofacial é o profissional indicado para tratar da doença. O tratamento vai desde a simples estimulação glandular com cítricos, massagens e hidratação, com o objetivo de facilitar a excreção, ou, nos casos de cálculos maiores, a remoção cirúrgica, que normalmente é de simples execução e sem maiores problemas pós-operatórios, devendo-se apenas respeitar a anatomia e inervação local. Antibióticos comumente são prescritos como rotina, pelo potencial bacteriano do processo.Outros tratamentos descritos na literatura são a litotripsia (fragmentação do cálculo), remoção por laser de CO2 e enucleação ( remoção) de toda a glândula salivar envolvida. Normalmente quando o sialolito é encontrado ao acaso durante tomada radiográfica de rotina e não possui sintomatologia, não requer tratamento.


Para saber mais:

FREITAS, R. Tratado de Cirurgia Bucomaxilofacial. São Paulo: Santos, 2006.

GIMESTET, G et al. Cirugía Estomatológica y Máxilo-facial. Buenos Aires: Paraguay 2100, 1967.

NEVILLE, B.W., DAMM, D.D., ALLEN, C.M. et al. Patologia Oral & Maxilofacial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1988.

PETERSON, L.J. et al. Cirurgia Oral & Maxilofacial Contemporânea. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.

SAILER,H.F. & PAJAROLA,G.F. Cirurgia Bucal. Porto Alegre: Ed. Artmed, 2000.



quinta-feira, 23 de abril de 2009

DESENVOLVIMENTO DA FALA

Orientações gerais
A Fala é a maneira como expressamos nossas idéias, são sons produzidos pelas pregas vocais "garganta" e articulados pelos movimentos da língua.Parece ser muito simples! Porém, requer uma integridade do nosso sistema nervoso, auditivo e, até psicoemocional.
Quando uma criança fala errado, NUNCA devemos menosprezá-la ou fazer piadas e gozações sobre sua forma de falar.Algumas expressões NÃO devem ser ditas, pois tudo o que um adulto fala é tido como exemplo para os nossos baixinhos.
Por exemplo:
Ih ! você falou errado de novo, parece que não aprende!!
Não é assim que se fala! Parece burro...Calma...
"Fala Cebolinha"
" Você parece o "Gaguinho "falando !!!
Olha só seu irmão, é mais novo e sabe falar melhor do que você.
Presta atenção .... Vê se fala direito !!!
Estas expressões fazem com que as crianças se tornem inseguras, reforçam negativamente a sua capacidade de desenvolvimento e percepção para a fala.A criança precisa de alguém que a escute e a motive a falar, pensar e inventar, sem repreensão, uma pessoa que dê a chance dela própria se autocorrigir e reforçando dia a dia os seus pequenos "grandes" acertos.Os pais devem reforçar positivamente todas as tentativas de fala da criança, mesmo que em algum momento a sua fala saia de forma errada. Nunca menospreze as suas tentativas.Enfim, todas as pessoas que convivem com uma criança, são auxiliares na sua construção da fala. Devem dar o modelo correto de fala, isto é, repetir as palavras corretamente, sem imitar o jeito errado.
A maneira de se ensinar deve sempre ser da forma mais natural possível !!!
Fga. Rosane Pereira Rodrigues

quinta-feira, 16 de abril de 2009

OS BICOS PERIGOSOS

MAMADEIRAS
São facilmente contaminadas por bactérias, por serem difíceis de lavar, especialmente na área entre o bico e a garrafa, em que essas duas partes são atarrachadas. Em bebês de até 6 meses, o uso de mamadeiras com água, chá ou suco pode causar enormes danos à saúde. Esses alimentos substituem o leite materno e fazem com que a criança deixe de receber todas as defesas naturais passadas de mãe para filho durante a amamentação.

CHUPETAS Assim como as mamadeiras, as chupetas são um perigoso foco de infecção pelo acúmulo de bactérias. Também podem levar à diarréia, desidratação e morte nos bebês. Podem causar a chamada "Confusão de Mamilo". O termo técnico trata da dificuldade que a criança tem de mamar quando usa chupeta. Com isso, o bebê desaprende a mamar causando três problemas:
1. Ao mamar errado, o bebê machuca o seio da mãe e forma rachaduras nos bicos;
2. A mãe passa a produzir menos leite;
3. O bebê mama menos, perde peso e fica mais fraco. Alteram os arcos dentais e a musculatura facial da criança.


BICOS???? MELHOR DISPENSA-LOS!!!