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sexta-feira, 13 de março de 2009

RESPIRAR OU DEGLUTIR ???

Uma das características que o Respirador bucal pode apresentar é a deglutição atípica. Mas o que vem a ser isso?
Não bastando uma série de comprometimentos apresentados, é muito freqüente a alteração de função lingual.
Alteração na deglutição, ou deglutição atípica, pode ser definida como o pressionamento da língua contra os dentes anteriores ou entre as arcadas dentárias durante o ato de engolir.
Porém é correto determinar se a criança apresenta este tipo de alteração a partir dos nove anos de idade, pois até esta fase a deglutição está em processo de desenvolvimento, não podendo ser classificada como atípica.
Muitos são os fatores que acarretam esse quadro:
- aleitamento por mamadeira com bico muito longo e furo grande,
- hábitos inadequados de sucção,
- respiração bucal,
- aumento de amígdalas e adenóide,
- características da face e cavidade bucal.
A deglutição atípica envolve não só um ato de mastigar e deglutir, como também:
- lábios abertos, língua entre os dentes ou na arcada inferior
- flacidez da musculatura de lábios, língua, bochechas
- respiração bucal
- alterações na fala
As características da deglutição na criança que apresenta esse quadro são: projeção da cabeça, contração da musculatura ao redor da boca, presença de ruídos e projeção da língua contra ou entre os dentes.
As principais conseqüências são alterações nos dentes e ossos da face, decorrentes da pressão da língua contra os dentes e ossos no momento da deglutição. Os ossos, assim como os dentes, são estruturas que reagem a qualquer força exercida sobre eles. A pressão ou tração dos músculos sobre um determinado osso pode modificar seu desenvolvimento. Assim, a alteração da pressão dos músculos sobre os dentes e ossos no momento da deglutição pode levar a uma falta de desenvolvimento ósseo ou a um incorreto encaixe dos dentes.
Nestes casos, a consulta a um especialista(ortodontista ou ortopedista funcional dos maxilares) é fundamental para a correção das alterações dentárias e ósseas.
Posteriormente, ou conjuntamente, o fonoaudiólogo poderá atuar reeducando a criança no sentido de adquirir um padrão correto de deglutição.
Uma dica: “ Quando a criança (ou qualquer indivíduo) fala, a língua não deve ser saliente; ela não aparece”.
Fique atento a sinais que lhe pareçam estranhos!!!!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

BARBÁRIE OU AMOR ???


Há poucos dias fui abordada por uma amiga que se dizia horrorizada sobre o que havia acontecido com o menino David*, após ter-se submetido a procedimentos odontológicos, pois, certamente que a situação exigia, o menino foi medicado, obviamente com um sedativo ou narcótico.(* Vídeo apresentado pelo Youtube que pode ser observado neste Blog na barra de ferramentas ao l ado direito). O menino está visivelmente drogado no banco traseiro do carro, mas devidamente preso pelo cinto de segurança (Ponto para o Pai! ) enquanto é conduzido para casa.
Então essa amiga perguntou-me:
- Marta, você também faz essa barbaridade com as criancinhas?
Desconhecia o vídeo, motivo que levou-me a tomar conhecimento da "tal" barbárie que foi cometida pelo dentista.
Dei risada naquele momento, e disse que, se fosse necessário, eu sedaria sim a criança antes do procedimento. As pessoas estão acostumadas a ver apenas o lado "escabroso" da história que é contada pelas pessoas, clientes ou não. Não raro nós somos taxados de assassinos, de criminosos, de loucos quando alguma resposta orgânica do paciente foge ao nosso controle, ou mesmo as histórias contadas não tem nenhuma veracidade. Claro que sempre as pessoas vão falar "aquilo" que lhes convém. Ninguém procura a verdade dos fatos antes de condenar.
Mas isto não vem ao caso, neste momento.
Agora eu pergunto:
-Alguém condenou a mãe desta criança? (Como se houvesse a necessidade de condenar a alguém).
Bem, no mínimo a situação bucal estava extremamente complexa, o que requeria uma intervenção radical. Quando a criança não apresenta um bom comportamento, uma docilidade perante situações duvidosas, e que urge uma atuação rápida para evitar quadros dolorosos prolongados e sofrimento intenso à família, pode-se usar substâncias analgésicas narcóticas. www.imesc.sp.gov.br/infodrogas Estas provocam ausência de percepção ao estímulo da dor e induzem a um estado de alteração da consciência denominado "consciência estuporosa". Isso torna a criança mais maleável a um tratamento.
Também há calmantes sedativos como os barbitúricos http://http:/www.unifesp.br/dpsicobio/cebrid/quest_drogas/calmantes.htm (o principal grupo de calmantes e sedativos) que são capazes de deprimir várias áreas do nosso cérebro; como conseqüência as pessoas podem ficar mais sonolentas, sentindo-se menos tensas, com uma sensação de calma e de relaxamento. As capacidades de raciocínio e de concentração ficam também afetadas. Com dosagens um pouco maiores do que as recomendadas pelos médicos, a pessoa começa a sentir-se como que embriagada (sensação mais ou menos semelhante a de tomar bebidas alcoólicas em excesso): a fala fica "pastosa", a pessoa pode sentir-se com dificuldade de andar, apresentar tonturas e sonolência.
O David, do vídeo, estava mais menos assim. Eu, particularmente, já tratei canal de dois dentinhos de leite ântero-superiores de um bebê de um ano e seis meses. Pasmem! É muita maldade (Pura ignorância???) uma mãe deixar os dentes de seu filho chegarem a este estado. O tratamento, é claro, foi abaixo de gritaria, com a mãe e o pai segurando a criança, situação muito estressante para todos, mesmo que a criança não sentisse mais dor por estar anestesiada localmente. É uma situação que poderia ter sido evitada! Mas se a criança é maior, às vezes é impossível segurá-la na cadeira, e precisa de recursos adicionais para o o seu manuseio.
Não culpem o profissional que foi obrigado a tomar medidas radicais para buscar a solução para a dor, mas a situação que permitiu que a doença surgisse e aumentasse em proporções, culpem o descaso de muitos pais em não cuidar do que dão de comer a seus filhos. Conheço muitas crianças que nunca bebem água em suas casas, porque lá só entram refrigerantes. Como podemos ver, as transformações sofridas pelo mundo levam ao consumo exagerado de substâncias cada vez menos saudáveis e cariogênicas. Se as pessoas não tiverem conhecimentos ou o mínimo de discernimento sobre o que é bom e o que é mau para a saúde, as crianças sofrerão, mas os adultos pagarão um alto "preço". Ninguém pergunta a um bebê, o qual deve fazer aquela bateria de vacinas, se ele quer ou não fazer uma injeção; simplesmente o fazem porque é uma questão de sobrevivência para ele. Assim tem que ser com a saúde bucal:
Tem que escovar os dentes da criança, faça-o por ela quatro vezes ao dia, precisa beber água, faça-a beber toda a hora; precisa comer alimentos fibrosos, diversificados e saudáveis, obrigue-a, com carinho!
Com amor a gente consegue!
Ou não tenha os filhos se não puderes conduzí-los pela mão até que possam caminhar com suas pernas.
Um abraço!
Marta Predebon, CD
Especialista em OFM
Delegada do CRO na Fronteira Oeste

sábado, 14 de fevereiro de 2009

A FONOAUDIOLOGIA NO RESPIRADOR BUCAL



A Fonoaudiologia é a ciência que trata dos problemas da fala, linguagem e audição. Além disso, tem como objetivo o restabelecimento das funções respiratórias, mastigatórias, atos de deglutição e fala, visando o equilíbrio miofuncional. O trabalho do fonoaudiólogo visa sobretudo prevenir, habilitar ou reabilitar estas funções. Entre as funções estomatognáticas, a respiração exerce função vital, além de propiciar o desenvolvimento e crescimento crânio-facial. Todos nós sabemos que a respiração deve ser nasal, mas nem sempre isso é possível devido a alguns impedimentos. O número de pessoas que respira pela boca vem aumentando e os danos causados pela respiração oral são tantos que vêm preocupando os profissionais da área da saúde. Podemos observar que este problema não mais compete apenas ao alergista e otorrinolaringologista, mas sim ao dentista ortopedista, fonoaudiólogo, fisioterapeuta e professor. É importante interceptar a presença da respiração oral tão logo seja percebido o processo, encaminhando o paciente, sempre que possível, para o tratamento multidisciplinar. Sendo assim, acredito ser muito importante estarmos atentos às características do respirador oral. São elas:

· Face alongada, caracterizada pelo aumento da altura nariz-mento;

· Olheiras devido à diminuição da drenagem linfática;

· Asas do nariz hipodesenvolvidas;

· Mau hálito;

· Sono é agitado, baba e ronca;

· É sonolento, apresenta, muitas vezes, déficit de atenção, concentração e dificuldade de aprendizagem devido à falta de oxigenação no cérebro;

· Apresenta rendimento físico diminuído;

· É inapetente, porque o ato de se alimentar gera esforço e cansaço;

· Prefere líquidos e pastosos, porque não requerem trabalho mastigatório;

· Na criança, a respiração oral reduz o estímulo de crescimento do terço médio da face, levando à formação de palato em ogiva, hipodesenvolvimento lateral da arcada dentária superior, com conseqüente aumento ântero-posterior da mesma e protrusão dos dentes;

· Postura corporal incorreta;

Os efeitos da respiração oral são bastante nocivos e podem deixar seqüelas na musculatura e nas funções estomatognáticas. A musculatura dos lábios, língua e bochechas torna-se hipotônica e por isso, essas estruturas funcionarão de maneira inadequada e menos eficiente nas funções de mastigação, deglutição e fala. Às vezes, a mastigação pode apresentar-se unilateral, o que pode causar mordidas cruzadas; a deglutição será atípica, isto é, com projeção de língua entre as arcadas dentárias; a fala poderá estar alterada devido à hipotonia dos órgãos fonoarticulatórios e ao posicionamento incorreto de língua. Nestes casos, o tratamento fonoaudiológico tem como objetivo, principalmente, a conscientização por parte da família da necessidade da adequação da respiração. Em um segundo momento, o trabalho muscular necessário será realizado através de exercícios que adequarão a tonicidade e postura dos órgãos fonoarticulatórios, além de adequar as funções de mastigação, deglutição e fala. A terapia irá restabelecer a respiração nasal nos pacientes que estejam em tratamento com alergista ou otorrino. É importante ressaltar que alguns pacientes pós-tratamento, que não apresentam mais impedimento orgânico para a respiração nasal, mas continuam sendo respiradores orais (respiração oral viciosa), também deverão realizar terapia fonoaudiológica a fim de aprenderem a utilizar o nariz para respirar. Acima de tudo, é preciso compreender e acreditar que é possível modificar um hábito, mas esta mudança não pode ser feita da noite para o dia. Ela vai depender de muito esforço e dedicação de ambas as partes: paciente e terapeuta. Desta maneira, pode ser revertido o quadro da respiração oral possibilitando melhores condições de vida futura.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

MAMADEIRA ESPECIAL X PEITO

Atualmente, sabe-se que o principal método para a extração do leite do peito é através de movimentos de ordenha, e que nenhum bico de borracha ainda conseguiu realizá-lo, e a gravidade continua sendo indispensável para que aleitamento na mamadeira continue.
Movimentos de pistão da mandíbula (sobe e desce) foram verificados na maioria dos casos, mas infelizmente estes movimentos não trabalham a musculatura de uma forma correta , equilibrada e adequada :
Não resultam em crescimento mandibular melhor interrelacionando as bases ósseas da maxila e da mandíbula.Não esculpem corretamente a cavidade articular. Não tonificam os ligamentos e a cápsula articular que envolvem a articulação têmporo-mandibular. Não trabalham corretamente os músculos mastigadores principalmente o pterigoideo lateral. Segundo Inoue (1995) a atividade do músculo masseter na mamadeira é bem reduzida em relação a atividade do mesmo no peito.
A sucção (pressão negativa intra-oral) da mamadeira hipertonifica o bucinador, que desta forma irá comprimir e impedir o desenvolvimento das arcadas dentárias no sentido lateral e diminuir a tonicidade lingual, devido a falta de movimentos vigorosos para a condução do leite, ficando hipotônica (contribuindo assim para anular outro estímulo para o alargamento das arcadas dentárias).
Além disso, o posicionamento da língua na mamadeira é baixo e posteriorizado, com o dorso muito elevado e sem tonicidade para elevar as bordas, em formato de concha. Com isso a língua fica hipotônica, pesada, com a ponta baixa e longe da papila incisiva .
Tal hipotonia leva a função e a postura inadequadas que perturbarão o crescimento do sistema maxilo-mandibular por falta de pressão correta sobre as arcadas e sobre o palato (a língua ajuda a “esculpir” o formato do palato duro).
Outro fator importante é que a língua hipotônica não terá sustentação muscular para permanecer anteriorizada e fora da orofaringe. Com isso, dá-se uma diminuição do espaço orofaringeano e consequentemente dificuldade respiratória, podendo também propiciar ronco e apnéia obstrutiva do sono .
Todo o processo do aleitamento na mamadeira, gira em torno 5 a 10 minutos. Para os padrões normais do aleitamento materno, a média é de 15 minutos para cada peito( na realidade , com livre demanda, a amamentação não é controlada pelo tempo). Desta forma, a necessidade fisiológica e neurológica do sugar também está comprometida na mamadeira.
Como já citamos ,o impulso neural de sucção na criança é muito intenso ( colocado no abdomem da mãe ele engatinha até o peito e mama)e na mamadeira este impulso não será satisfeito gerando necessidade de sugar paralela. Essa criança apresentará hábitos orais sugando antes o dedo , depois o lábio inferior , a bochecha ou mesmo a língua.
Acreditamos que comparando as dinâmicas musculares, absolutamente diferentes da ordenha e na sucção da mamadeira, podemos sugerir, repetindo a WABA: promova, proteja, apoie a amamentação! Assim estaremos cuidando do mais indefeso dos consumidores e investindo numa geração futura saudável e feliz .

sábado, 24 de janeiro de 2009

TECENDO COMENTARIOS SOBRE...


Recem-nascido e a Amamentação
A alimentação do recém-nascido deixa as mães, em especial aquelas de primeira viagem, sempre na dúvida se devem deixar seus bebes mamarem a hora que quiserem, em livre demanda, ou se estabelecem horários de oferecer a mamada ao seio, a induzindo a um horário determinado.
Sabemos que o sistema de produção do leite é acionado quando o bebe suga o seio, logo, quanto mais o recém-nascido suga, maior a oferta. Portanto, voce mamae poderá optar por qualquer dos métodos, analisando sempre o que é melhor para voce e para o seu bebe, considerando:
Em livre demanda
Na oferta em livre demanda, o RN (recém-nascido) se alimenta quando tem vontade, não havendo assim aquela voracidade dos bebes que tem que esperar a hora estipulada, o que os torna mais tranquilos na hora de sugar.
Nas primeiras semanas, onde a quantidade de leite muitas vezes ainda e insuficiente, mamará mais vezes, a curtos intervalos. Com o passar dos dias, os intervalos entre as mamadas vão ficando maiores e, por volta do primeiro mes, o bebe ja estará com uma rotina mais ou menos estabelecida. Este tambem é o tempo necessário para a mamãe reconhecer o choro do bebe (fome, frio, cólicas, mudanças de posição no berço, fraldas molhadas etc), e se o bebe já mamou o necessário e não esta fazendo o seio de chupeta - em torno de 10 minutos, quando o RN suga com vigor, já esvazia a mama.
Neste método, devemos considerar o fato do bebe poder consumir leite abaixo de suas necessidades, por mamar pequenos volumes a cada vez, ou nos casos dos 'mais gulosos', acabarem consumindo alem do necessário, engordando muito. Alem disso, o enchimento das mamas da mamãe fica prejudicado, bem como o seu descanso entre as mamadas.
O bebe tambem precisa de espaço entre as mamadas, para melhor digestão do alimento, ou nos mais dorminhocos e frágeis, muitas vezes os intervalos ficam prolongados, o que também não é bom para a sua saúde e bem estar.
Indução dos horários das mamadas
Na indução dos horários das mamadas, em média de 3 em 3 horas (no mínimo 2 e no máximo 4h), a alimentação parece ficar mais equilibrada, impondo ao bebe uma rotina e fazendo com que o ciclo fome-alimentação-sono se estabeleça mais prontamente.
Os inconvenientes da alimentação de livre demanda deixarão de existir (descanso entre as mamadas, enchimento das mamas, melhor digestão do alimento etc).
Também ao serem introduzidos outros alimentos, na época necessária (comidas pastosas e sólidas), os horários ficarão mais fáceis de organizar. O bebe já estará acostumado, condicionado aos horários estabelecidos.
Portanto, voce mamãe, deve considerar os prós e contras dos dois métodos, escolhendo o que for melhor para o binômio mãe-filho.
Tenha sempre em mente que o melhor alimento para o seu bebe, até os 6 meses de idade, e o leite materno. E o mais importante é o grande amor que voce lhe dedica a cada momento.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

A amamentação prepara o bebê para a mastigação

A mamadeira costuma tornar-se uma companheira para as crianças ao longo de anos, habituando-a a uma dieta mole e adocicada, que aumenta o risco de cáries (cárie de mamadeira); a criança tende a recusar alimentos que requeiram mastigação. Depois da amamentação, a mastigação correta continuará a tarefa de exercitar ossos e músculos. A amamentação prepara a criança para a mastigação. Muitas mães reclamam que seus filhos, já crescidos, não mastigam corretamente e recusam verduras e frutas, apreciando apenas doces e iogurtes. Esquecem-se essas mães de que o que os habituou a essa dieta foi o uso prolongado da mamadeira. Mastigação incorreta pode levar também a problemas de obesidade e de estômago.

Evitando hábitos prejudiciais            

Atrelada à mamadeira, vem a chupeta, que também é usada normalmente por muito tempo, e o hábito de chupar o dedo, afetando o posicionamento dos dentes e trazendo também conseqüências danosas à fala e à respiração.

Abandonando a mamadeira      

A partir dos seis meses, quando a mãe lentamente começar a introduzir outros alimentos (desmame), deverá fazê-lo usando apenas copos e colheres, evitando o uso de mamadeira ou "chuquinha".

Prevenindo a cárie:        

Nos primeiros 6 meses de vida:
- Amamentação materna exclusiva.
- Leite materno é a melhor e mais completa fonte de alimento para a criança, além de transmitir todo amor materno para o bebê.
- Além disso, a amamentação proporciona uma correta formação nas arcadas dentárias.
- Limpar a boca do bebê, sempre que possível com fralda umedecida em água filtrada.

Dos 6 aos 12 meses de idade:

- Primeiro dentinho pode aparecer.
- Incentivar hábitos de escovação.
- É hora de retornar a Odontopediatra para receber orientações e fazer exames preventivos.

Após 1 ano:
- A escovação já deve ser rotina da criança.
- Mesmo que os dentes de leite sejam temporários, eles servem de guia para os dentes permanentes nascerem na posição correta.
- Todo costume iniciado desde cedo, continuará por toda vida.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

OCLUSÃO DENTAL - O QUE É????

A oclusão dentária pode ser comparada a uma caixa de sapatos e sua tampa. O arco dentário superior deve ser proporcionalmente maior que o inferior. Os dentes superiores devem encobrir suavemente os inferiores sem exceder demasiadamente.
Observe esta caixa: a tampa é apenas um pouco maior.
A oclusão normal tem que ser assim, com o arco dentário superior encaixando-se perfeitamente com o arco dentário inferior.
Diz-se que os dentes estão com um engrenamento de classe I, o que é considerado normal.



Quando a tampa da caixa for muito maior, sobra nas bordas. Na oclusão de classe II,o arco dentário superior é muito maior que o arco inferior.
O indivíduo apresenta-se “sem queixo”.


Nesta caixa, a tampa é desproporcionalmente menor. Se a sua oclusão fosse igual a essa caixa, ou seja, com o arco superior menor que o inferior, sua face ficaria muito engraçada.

Há uma desproporção grande entre os arcos dentários, onde o superior está bem menor que o inferior. A pessoa fica queixuda.
Diz-se que o engrenamento dos dentes está em
classe III.

É uma forma simplista de mostrar os diversos tipos de oclusão, mas para esclarecer que, havendo uma desproporção entre os maxilares, seja queixudo ou sem queixo, ocorrerão alterações no equilíbrio postural e no organismo como um todo!
Esteja atento!